Cadê?
Os dias estavam passando amarrados e molhados de muito suor e calor. Qualquer alegria era um copo de água, ou o fim de algum suplício aborrecido que coexiste no dia a dia. Uma cerveja também lhe deixava mais calminho, apesar de ser notável para ele que nem mesmo a cerveja conseguia lhe trazer totalmente a paz, como outrora fazia... As férias, o recesso, um estorvo.
Tinha sérias dúvidas se ainda queria entrar naquele mundo. Na verdade não era dúvida. Ele queria sim, mas não sabia o quanto a porta estava aberta. E foi sem notar que ele, em um momento de introspecção, percebeu que sua rotina era como a de um passageiro de um trem, esperando o vagão certo passar, que poderia o levar para o caminho que ele já sabia qual era, pois todo mundo conhece para que lado caminha aqueles trilhos. E que estação mais chata, mais calorenta, mas agonizante.
Ele sabia que não deveria ir de trem, não deveria fazer tudo certinho como já fazia de automático. Mas o que ele poderia fazer se não sabia como fazer? O tão expert doutor na arte da sedução não sabia nem pra que lado ir. E praguejou horrores quando um dia caiu na asneira de pensar e de dizer que gostava desse mundo interior, de não ter o olhar do super-man. Ah, e o que fazer, ele queria saber, logo agora que se acha tão longe do caminho que queria chegar? E o que fazer, ele também queria saber, se já não tinha sequer um lápis pra tomar nota de um telefone residencial, quanto mais um estojo colorido para desenhar o cenário mais lindo, com pontes, cachoeiras e um imenso céu azul..? e finalmente, o que fazer se nem o dom nem a possibilidade de observar lhe era mais dada?
Voltou pra cama, viu um filme ruim e desejou do fundo do coração um presentão do Papai Noel!
Tinha sérias dúvidas se ainda queria entrar naquele mundo. Na verdade não era dúvida. Ele queria sim, mas não sabia o quanto a porta estava aberta. E foi sem notar que ele, em um momento de introspecção, percebeu que sua rotina era como a de um passageiro de um trem, esperando o vagão certo passar, que poderia o levar para o caminho que ele já sabia qual era, pois todo mundo conhece para que lado caminha aqueles trilhos. E que estação mais chata, mais calorenta, mas agonizante.
Ele sabia que não deveria ir de trem, não deveria fazer tudo certinho como já fazia de automático. Mas o que ele poderia fazer se não sabia como fazer? O tão expert doutor na arte da sedução não sabia nem pra que lado ir. E praguejou horrores quando um dia caiu na asneira de pensar e de dizer que gostava desse mundo interior, de não ter o olhar do super-man. Ah, e o que fazer, ele queria saber, logo agora que se acha tão longe do caminho que queria chegar? E o que fazer, ele também queria saber, se já não tinha sequer um lápis pra tomar nota de um telefone residencial, quanto mais um estojo colorido para desenhar o cenário mais lindo, com pontes, cachoeiras e um imenso céu azul..? e finalmente, o que fazer se nem o dom nem a possibilidade de observar lhe era mais dada?
Voltou pra cama, viu um filme ruim e desejou do fundo do coração um presentão do Papai Noel!

Um comentário:
rpz... n entendi mt coisa nao cero! mas um feliiiiz natal pra vc, cheio de presentinhos!!!
=**
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